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10 de fevereiro de 2013

O Menino do Pijama Listrado, John Boyne [Resenha]


Para aqueles que ainda não leram apresento-lhes a uma estória inocente, doce que nos mostra a Segunda Guerra Mundial de uma forma diferente. Nela conhecemos Bruno, um garoto como qualquer outro, daqueles que adoram aprontar com seus amigos, brincar, brincar e brincar. Ele e sua família moravam no centro de Berlim e ele adorava sua casa. Em um dia depois de chegar da escola, Bruno encontra a governanta da casa desarrumando as coisas e logo ele descobre que está se mudando para outra casa, por causa do trabalho de seu pai. 

O que Bruno não sabia é que eles iriam para um lugar distante muito distante em um interior onde não há vizinhos e nenhuma criança que possa brincar com ele. Assim que ele, Gretel (sua irmã chata, ela é chata mesmo!) e sua mãe chegam à nova casa, já que seu pai já tinha ido bem antes do que eles, várias coisas estão prestes a acontecer e que mudaram a vida de Bruno.  Ao chegar lá, Bruno vê através da janela do seu quarto uma espécie de acampamento longe de sua casa, lá havia crianças, jovens, adultos e idosos. Havia também uma grande semelhança entre eles, todos usavam pijamas listrados.

E um pensamento final passou pela cabeça de seu irmão, enquanto ele observava as centenas de pessoas na distância prosseguindo com seus assuntos, e era o fato que todos eles – os meninos pequenos, os meninos grandes, os pais, os avôs, os tios, as pessoas que vivem sozinhas nas ruas da vida não parecem ter parentes – usavam as mesmas roupas: um conjunto de pijama cinza listrado com boné cinza listrado na cabeça.

“Que coisa incrível”, ele murmurou, antes de voltar para o outro lado.          Pág 40            


É com esta breve sinopse que inicio esta resenha, confesso que esta está sendo uma das resenhas mais difíceis de escrever são muitas coisas para serem escritas, mas que faltam palavras para serem expressas.
Nesta mesma história passamos a ter contato também com Shmuel, o mais novo amigo de Bruno. Bruno conheceu esse garoto, que na verdade mora do outro lado da cerca, por ser imensamente curioso e adorar aventuras (secretas) e foi em um dessas aventuras que ele conheceu Shmuel, esse menino doce e eles se tornaram grandes amigos.

Boyne nos apresenta uma estória doce e ingênua de uma grande amizade que tem como fundo a Segunda Guerra Mundial e com isso a imensa diferença entre as classes, refiro-me aos alemães e os judeus (que não deixam de ser alemães), já que Shmuel é um judeu.  Mesmo com suas poucas páginas que são lidas rapidamente, nos deparamos com esta estória tão emocionante.

Ressalto que quando comecei a leitura já possuía uma breve “base” de como seria toda a sua narrativa por eu já ter assistido ao filme, mesmo que eu não tenha a obrigação de compará-lo ao livro. Emocionei-me com o final do livro do mesmo jeito que me emocionei com o final do filme, mas cada um com sua forma. Por fim, indico a todos esse livro!