Para aqueles que ainda não leram apresento-lhes a uma estória inocente,
doce que nos mostra a Segunda Guerra Mundial de uma forma diferente. Nela
conhecemos Bruno, um garoto como qualquer outro, daqueles que adoram aprontar
com seus amigos, brincar, brincar e brincar. Ele e sua família moravam no
centro de Berlim e ele adorava sua casa. Em um dia depois de chegar da escola,
Bruno encontra a governanta da casa desarrumando as coisas e logo ele descobre
que está se mudando para outra casa, por causa do trabalho de seu pai.
O que Bruno não sabia é que eles iriam para um lugar distante muito
distante em um interior onde não há vizinhos e nenhuma criança que possa
brincar com ele. Assim que ele, Gretel (sua irmã chata, ela é chata mesmo!) e
sua mãe chegam à nova casa, já que seu pai já tinha ido bem antes do que eles,
várias coisas estão prestes a acontecer e que mudaram a vida de Bruno. Ao chegar lá, Bruno vê através da janela do
seu quarto uma espécie de acampamento longe de sua casa, lá havia crianças,
jovens, adultos e idosos. Havia também uma grande semelhança entre eles, todos
usavam pijamas listrados.
E um pensamento final passou pela cabeça de seu
irmão, enquanto ele observava as centenas de pessoas na distância prosseguindo
com seus assuntos, e era o fato que todos eles – os meninos pequenos, os
meninos grandes, os pais, os avôs, os tios, as pessoas que vivem sozinhas nas
ruas da vida não parecem ter parentes – usavam as mesmas roupas: um conjunto de
pijama cinza listrado com boné cinza listrado na cabeça.
“Que
coisa incrível”, ele murmurou, antes de voltar para o outro lado. Pág 40
É com esta breve sinopse que inicio esta resenha, confesso que esta está
sendo uma das resenhas mais difíceis de escrever são muitas coisas para serem
escritas, mas que faltam palavras para serem expressas.
Nesta mesma história passamos a ter contato também com Shmuel, o mais
novo amigo de Bruno. Bruno conheceu esse garoto, que na verdade mora do outro
lado da cerca, por ser imensamente curioso e adorar aventuras (secretas) e foi em um dessas aventuras
que ele conheceu Shmuel, esse menino doce e eles se tornaram grandes amigos.
Boyne nos apresenta uma estória doce e ingênua de
uma grande amizade que tem como fundo a Segunda Guerra Mundial e com isso a
imensa diferença entre as classes, refiro-me aos alemães e os judeus (que não deixam de ser alemães), já que Shmuel
é um judeu. Mesmo com suas poucas
páginas que são lidas rapidamente, nos deparamos com esta estória tão
emocionante.
Ressalto que quando comecei a leitura já possuía uma breve “base” de
como seria toda a sua narrativa por eu já ter assistido ao filme, mesmo que eu
não tenha a obrigação de compará-lo ao livro. Emocionei-me com o final do livro
do mesmo jeito que me emocionei com o final do filme, mas cada um com sua
forma. Por fim, indico a todos esse livro!
