Às vezes as bibliotecas das escolas possuem obras magníficas, mas que
nem sempre são valorizadas. Livros completamente novos, que você tem orgulho de
pegar e cheirar (eu tenho essa mania). E foi recentemente que eu pude entrar na
biblioteca da escola e procurar por um livro para ler – porque meu professor
pediu – e encontrar o livro Lisbela e o
Prisioneiro. Não imaginei que esse título também pudesse estar contido em
um livro, mas assim foi.
Somos apresentados primeiramente a uma cadeia e é nela que irá se passar
quase todos os conflitos que estão por vir. Nesta cadeia há alguns presos que
interagem com os guardas. Tenente Guedes,
o delegado da cadeia busca por ordem no seu local de trabalho, mas que nem
sempre isso acontece. Lisbela, sua
querida filha está noiva de Dr. Noêmio,
um advogadozinho de meia tigela, magrelo e vegetariano. Nesse mesmo enredo
ainda há Leléu, um pegador de mulher
que vive trocando de nome e cidade. Há também outros personagens que surgem ao
longo de todo o texto. Vitória de Santo
Antão vira de cabeça para baixo depois de todos os problemas e loucuras que
acontecem nela.
[...] Cabra safado não serve para
morrer, só serve pra apanhar [...]
Osman Lins utiliza do palavreado que o povo nordestino tem e isso
facilita e acelera a leitura do livro. Esta obra é dividida em três atos, além
de possuir um pequeno relato de como ocorrerá à cena, já que a cadeia é o lugar
onde se pass
a todo o enredo, e logo após há apenas as falas dos personagens, ou
seja, é uma peça teatral transcrita para as folhas de um livro.
Quando falam Lisbela e o
Prisioneiro boa parte das pessoas pensam apenas no filme que foi lançado há
um tempo. Mas primeiramente essa obra foi uma peça teatral escrita por Osman Lins e que fez bastante sucesso,
logo após houve a criação do filme. Durante a leitura o que não falta é a
famosa pitada de humor, mas a narrativa não busca apenas transmitir para o
leitor o humor, mas também o jeito de viver de várias pessoas, além do
cotidiano das cidades pequenas. Ler esta peça foi uma experiência ótima, para
àqueles que têm ou acha interessante esse tipo de escrita não deixem de ler Lisbela e o
Prisioneiro.
Até a próxima!

