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26 de fevereiro de 2013

Identidade Roubada, Chevy Stevens [Resenha]


De início somos apresentados a Annie O’Sullivan em mais um dia de trabalho como corretora de imóveis. O que Annie não imaginava é que esse dia seria diferente de qualquer outro.  Já no final de seu expediente, prestes a ir para sua casa surge um homem com prováveis intenções de compra da casa que ela estava vendendo. Mas tudo não passava de um grande engano, o homem na verdade havia ido ao local para sequestrá-la.

Sequestrada, Annie é levada para um chalé numa montanha onde não há nenhum contato com o mundo lá fora. O inferno estava apenas começando. No chalé, Annie era agredida e estrupada por aquele homem, cujo ela chamava de Maníaco. Annie passou um ano ao lado do Maníaco. Um ano de sofrimento, de tristezas e agressões que deixaram rastros na vida dela.

Conhecemos a estória a partir de uma narrativa feita sob primeira pessoa intercalando o presente com o passado. Foram 26 capítulos que resultavam na quantidade de sessões que nossa personagem teve que fazer com a terapeuta. Foram capítulos curtos e medianos que ajudaram na rapidez da leitura.

Hoje estou péssima, doutora. Estressada, sem concentração, buscando respostas, motivos, qualquer coisa palpável a que eu possa me agarrar, qualquer coisa real, mas na hora que acho que entendi a situação e a arquivei na pasta “curada”, em vez da pasta “ferrada”, descubro que ainda estou mal, sem foco, destruída. Mas você já sabe disso, não é?

Chevy conseguiu criar um enredo de cunho instigante, denso e que nos fazem criar conjeturas sobre o real motivo desse sequestro. Outro ponto forte são as características do Maníaco, ele era um homem com personalidades totalmente diferentes, algumas vezes ele estava alegre outras vezes estava totalmente agressivo.

Penso que até agora não tive palavras para colocar nessa resenha, pois esta foi e ao mesmo tempo não uma resenha difícil de criar. São fatos e mais fatos que resultam neste enredo, fatos estes que se fossem rapidamente liberados na resenhas causariam um imenso spoiler e eu sei que isso é o que muitos aqui não querem. A história contada pela própria Annie é muito clara e sem muita enrolação. Seu final é inimaginável, particularmente para mim, repleto de surpresas. Para àqueles que gostam de estórias com temáticas direcionadas às investigações policiais e thrillers, como eu, este livro é uma ótima tacada. Mesmo possuindo apenas 255 páginas, a autora não deixar faltar nada na narrativa, a meu ver. 

Estou bastante ansiosa para ler o próximo livro da autora, já lançado aqui no Brasil pela editora Arqueiro, chamado É Melhor Não Saber.