5 de outubro de 2013

Na internet ..




Faz quase um mês e alguns dias que não publico no blog e tampouco comento em outros, enfim... Mil desculpas :/ 

Não posso deixar o blog de lado, mas a falta de tempo é grande e até agora não consegui me adaptar e nem adaptar o blog nisso. Resolvi dar uma passadinha por aqui, pois é bem provável que eu suma novamente por causa das provas que irão ocorrer nessa semana lá na escola e só me resta estudar, estudar, estudar.

Foi vagando na internet que achei esta publicação no site da revista Super Interessante e resolvi compartilhar com vocês, leitores. 

Título da publicação: Ler romances torna você uma pessoa melhor.

“Deixa você com a cabeça mais aberta, sem preconceitos.”

Foi o que concluiu um grupo de pesquisadores da Universidade de Toronto. Eles dividiram 100 pessoas em dois grupos: um deles teve de ler histórias de ficção, de autores como Wallace Stegner e Jean Stafford, enquanto outros leram ensaios sobre ciência, beleza, literatura ou comportamento (de autores como Freud ou Burroughs).

Depois, todos passaram por testes psicológicos para medir quanto gostavam (e precisavam) de certezas e estabilidade. Tiveram de dizer, por exemplo, se concordam pouco, muito ou nada com afirmações do tipo “eu não gosto de situações incertas” e “eu desgosto de questões que têm várias respostas diferentes”. E, olha só, quem havia lido os romances parecia mais aberto à ambiguidade e incertezas.

É que ler romances faz você entrar num outro mundo – e abre sua cabeça. Aí você conhece e questiona outras realidades, mas sem a necessidade de tomar decisões, de ter certezas sobre questões polêmicas. “O leitor pode até pensar como pessoas que ele nem gosta. Você pode simpatizar com Humbert Humbert, de Lolita, não importa quão ofensivo alguém pode achá-lo”, explica Maja Djikic, autor da pesquisa. “O leitor pensa através de outros eventos, sem se preocupar com urgência e permanência, e, então, pensa de jeitos diferentes do que até ele mesmo está acostumado a pensar – e isso produz um efeito que abre sua mente”, conclui.

Fonte: http://super.abril.com.br/blogs/cienciamaluca/ler-romances-torna-voce-uma-pessoa-melhor/?utm_source=redesabril_jovem&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_super

Crédito da foto: flickr.com/leonrw


Opinião: Tal publicação é a mais simples verdade sobre a vida de um leitor, sou um testemunho vivo. Desde que eu comecei a ler o mundo se transforma, seu olhar critico começa a transparecer e você começa a notar o quão diferente o mundo está e como você não tinha percebido isso. Está é minha simples opinião e creio que alguns concordem com isso.

Até a próxima!

 

18 de setembro de 2013

Indomável, Nick Vujicic [resenha] por Mikaelle Santana



Eu definiria Indomável como o “manual da vida”. Nick Vujicic responde a nossas perguntas de forma clara e dá abertura a milhares de pensamentos, opiniões e conclusões sobre diversos temas do cotidiano que muitas vezes deixamos passarem despercebidos. 

O livro nos mostra exemplos de pessoas que superaram grandes problemas e dá dicas de como evitar e identificar situações semelhantes. O conteúdo do livro gira em torno da fé em prática, da perseverança, da confiança no plano de Deus.

Nick Vujicic nasceu sem os braços e as pernas, mas isso não o impediu de ser um vencedor. Claro, não foi simples tampouco fácil para ele aceitar sua deficiência. Sua falta de membros o fez desistir de viver diversas vezes e tentar suicídio, o fez sofrer bullying e preconceitos. Nick expressa seus sentimentos e mostra como foi sua superação, baseada na fé. Ele enfrenta desafios, mas percebe que deus tem um propósito para todos nós, ou seja, que ninguém está no mundo por um acaso. Daí, ele decide viver dedicando sua vida a ajudar outras pessoas como evangelista, semeador da palavra de Deus.

No livro, o nosso autor indomável não mostra apenas suas dificuldades e não retrata apenas a tua vida. Ele conta estórias de pessoas vitoriosas que alcançaram a paz que provém de deus e invade os corações de todos que acreditam. 

O livro não me decepcionou, muito pelo contrário, ele me instigou a ler mais e colocar suas lições na minha vida e expandir para outras pessoas também. Me fez refletir sobre as vezes que reclamei do meu corpo, sem lembrar de jovens como o Nick. Eu particularmente gostei muito do livro. A temática foi bem trabalhada, facilitando a leitura e compreensão. Eu recomendo principalmente para pessoas que buscam soluções, respostas ou os que querem livros que os faça refletir. Até a próxima.


Minha esperança é a de que eu seja capaz de chegar ao fim da minha vida sabendo que fiz o meu melhor, por mais imperfeito que eu tenha sido. Página 230






16 de setembro de 2013

Bienal 2013 - Eu fui! -

Olá pessoal!
Andei sumida, não é? Mas, voltei.

É importante ressaltar antes de tudo, que eu queria – muuuuuiiiito – fazer um vídeo para vocês, só que depois de algumas tentativas percebi que não sou boa em gravar vídeos. Então venho por meio desta publicação falar um pouco sobre a Bienal do Rio, na qual estive presente apenas no último final de semana da mesma. Então o que estarei dizendo aqui foi o que eu percebi durante esses poucos dias em que estive presente.

De início a Bienal é fantástica. A quantidade de pessoas é impressionante e isso nos deixa feliz porque você acaba percebendo o quanto pessoas, das mais diferentes idades, apreciam a leitura. O que, de fato, me deixou contrariada, foi a desorganização diante de um evento tão grande. Eu, a Luana e a Francielle (do Universo Literário) enfrentamos uma fila imensa para a compra de ingressos, mas foi por um bom motivo.

(Na primeira foto estão os autores da trilogia O Príncipe Gato e as meninas do blog Universo Literário e na segunda está a Roberta Spindler, autora do livro Contos de Meigan)

Ao entrarmos na Bienal, estávamos no paraíso terrestre para leitores... Eram vários estandes dos mais variados gostos literários, alguns possuíam preços compensadores e outros nem tanto. Algumas editoras manteram o preço original dos livros ou até mesmo aumentaram o preço. E foi nessas editoras que eu não comprei livro algum, porque de fato não valeria a pena carregar peso do Rio de Janeiro para Sergipe (¬¬’). Lá também encontrei alguns autores parceiros do blog que com um imenso carinho conversaram comigo, é algo realmente inesquecível e que ficará para sempre na memória.

(Da direita para a esquerda: Eu, Clóvis, Ronaldo, Drummond e Léa)
Muitos dizem que se você for ao Rio de Janeiro e não ir ao Cristo, você não foi ao Rio, na verdade eu não fui ao Cristo, mas fui ao Rio. Fui passear por Copacabana e ver nosso querido Drummond, além disso, estive com ótimas companhias (;


Obs: algumas fotos ainda não estão comigo, mas em breve as publicarei aqui no blog para vocês!
Até mais!




29 de agosto de 2013

[E aí, como foi o filme?!] Flores Raras

Baseado em uma história real, ‘Flores Raras’ tem um enredo ousado e, sem dúvidas, é um marco do cinema nacional. O filme de Bruno Barreto, além de inovar ao colocar um filme brasileiro todo – ou quase – legendado, traz uma fotografia muito boa e um elenco que faz jus a grandiosidade da história de amor vivida entre a arquiteta Lota (Glória Pires) e a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto).


É um drama exaustivamente emocionante. O roteiro é impecável e as atuações incríveis. O filme, que traz como foco um relacionamento homossexual entre duas mulheres, é perfeitamente arquitetado e deixa no espectador a sensação de dever cumprido; uma história bela, desenvolvida lenta e dramaticamente e que traz momentos de reflexão, além de uma crítica social aguçadíssima – uma história passada em meados dos anos 50/60, que parece mais atual do que nunca.

Lota (Glória Pires) é uma arquiteta famosa que mantém um ‘relacionamento’ com Mary (Tracy Middendorf). A vida daquela mulher estaria prestes a mudar quando hospeda em sua casa a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (Mirando Otto), que vem ao Brasil em busca de uma autodescoberta.  Duas pessoas totalmente opostas que acabam sendo unidas por um sentimento avassalador que parece tomar conta dos seus corações. A arquiteta, uma mulher rústica. é totalmente contrastante com a sensível e desconfiada poetisa. O que poderia sair disso? Uma das histórias de amor mais reais e belas que já me foram apresentadas.



Do começo – meio tímido e retraído – até o amor compartilhado, as trocas de confidencias e os momentos de prazer, o que o filme passa em veracidade é notavelmente emocionante para quem o assiste. A entrega do elenco, a musicalidade, e o cenário encantador do Rio de Janeiro, em uma época onde a bossa nova eclodia no Brasil e o relacionamento homossexual era visto com maus olhos, é algo real e perceptível ao longo das quase duas horas de filme.

O destaque, sem dúvidas, fica com a atuação de Glória Pires. A atriz conhecida no cinema pelos papéis significativos em ‘Se eu fosse você 1 e 2’, e na televisão em ‘Vale Tudo’, ‘Mulheres de Areia’ – entre outros – se reinventou e mostrou que pode encarar qualquer papel que lhe for designado. A entrega à personagem é algo incrivelmente forte e a forma como ela encarou um papel que porventura poderia ser considerado ‘polêmico’, é algo realmente incrível. Acho que ela quebrou todas as barreiras e fez de Lota, uma personagem inesquecível.


O filme tem um ritmo lento, com pausas dramáticas e uma evolução perceptível de seus personagens. Após um começo conturbado, a história de amor vivida entre Lota e Elizabeth, ganha proporções inimagináveis e cenas encantadoras. A desconfiada e depressiva Elizabeth, parece encontrar na outra o que lhe faltava: inspiração e amor próprio; enquanto a arquiteta encontra uma companheira que pode confiar e compartilhar seus problemas.

Mas como toda boa e dramática história, as dificuldades surgem, e ambas aprendem que o que parece fácil nem sempre é, e que para se amar alguém – independentemente de toda e qualquer limitação – é preciso enfrentar barreiras e quebrar paradigmas – principalmente em uma sociedade que não consegue aceitar esse tipo de relacionamento.

E é isso que torna a história tão sutil: o lado bom e ruim das coisas; o fato de uma estar disposta a mudar a vida para adaptar-se a outra; a singularidade das cenas; a particularidades de como todo o elenco parecia estar totalmente confortável com tudo que nos é passado.


Não pude deixar de comparar Elizabeth Bishop com Clarice Lispector. Ambas foram/são poetisas famosas - embora, antes de ver o filme, eu não tenha conhecido o trabalho da primeira – e que parecem ter um traço de personalidade muito parecido. Miranda Otto, que dá vida a Elizabeth e tem como um dos trabalhos mais notáveis, sua atuação no filme ‘O Senhor dos Anéis: As Duas Torres’ consegue passar a emoção e o ar reflexivo que parece acompanhar a trajetória da poetisa. Assim como Glória Pires, a atriz consegue entregar-se total e inteiramente, passando-nos todas as angústias, frustrações, medos e alegrias, dessa personagem forte e intrigante.

Flores Raras é um filme belíssimo. Embora não tenha momentos de clímax, acho que é um dos melhores dramas já produzidos. É impossível não se entregar e se emocionar com a história – principalmente por ser baseada em uma real.
Dramático, emocionante e sensivelmente ímpar, esse é um filme que os amantes de cinema não podem deixar de ver.

Bom Filme!!!

25 de agosto de 2013

[Resenha] Em Busca de um Final Feliz, de Katherine Boo, por Mikaelle Santana

 [...] Está passando rápido e você pensa que vai perdê-lo, mas então você diz: “espere, talvez eu não vá perdê-lo, só tenho que correr mais rápido do que eu já corria antes”. Só que agora estamos todos cansados e humilhados; portanto quão rápido podemos realmente correr? [...]

Em Busca de um Final Feliz foi escrito por Katherine Boo nos mostra a realidade dos indianos menos favorecidos que residem em Annawadi, uma favela a margem do Aeroporto Internacional de Mumbai e de grandes e luxuosos hotéis.

Katherine trata de assuntos críticos – pobreza, corrupção, desvio do dinheiro publico – e nos mostra que essa realidade, em parte, não é diferente da nossa. O livro relata a vida de Abdul, Asha, Manju e outros habitantes da favela; vidas diferentes, porém, com o mesmo objetivo: torna-se da classe média e consequentemente terem melhores condições de vida.

Abdul é um jovem sem estudos e honesto, que sustenta seus pais e irmãos como catador de lixo. Sua família era mulçumana e de baixa casta; foram tentar em Mumbai possuir melhores condições de vida, encontrando apenas o comercio do lixo como fonte de renda. Abdul, seu pai e sua irmã são acusados injustamente por Fátima Perna Só de agressão. Tais personagens são presos e conhecem de perto a corrupção na justiça indiana. Com a prisão de Abdul, sua família tem dificuldades para garantir o sustento e são pressionados pela policia para pagar propinas. Será que Abdul vai ser condenado por um crime que não cometeu?

Asha é uma mulher casada e com três filhos. A mulher mais bem sucedida da favela, ela ganhava dinheiro aliando-se a partidos políticos no desvio de dinheiro e corrupção. Asha pretendia casar sua filha com um homem rico, portanto, bancava a faculdade de Manju e investia nela todos os seus bens. Muitos segredos serão revelados sobre, mas quais serão eles? Que fim terá esse envolvimento de Asha com a corrupção?

Manju, filha de Asha, era bonita e a única pessoa a concluir o nível superior de Annawadi. Manju era simples e tinha bom coração e dava aulas às crianças da favela e não aceitava as propostas de casamento que sua mãe lhe propunha. A juvem buscava apenas ter uma melhor condição de vida, diferente de sua mãe que era mais ambiciosa.

Ela constrói uma amizade proibida com Muna, mas sua amiga tem um fim trágico, assim como a maioria dos jovens indianos que vivem na miséria. Muitas confusões rodeiam Annawadi, muitas vidas são relatadas, a cada história relatada, Katherine, trata de nos dar uma lição de vida diferente e útil.

Katherine Boo toca no clímax da emoção, do humor e da realidade. Em Busca de um Final Feliz nos faz ver as pessoas com outros olhos, nos mostra o lado oculto da vida real e do dia-a-dia. Esse livro me manteve mais ávida a todo instante, instigou-me a virar cada página com mais afinco e curiosidade. Gostei muito! Recomendo (; 

[...] Você tenta pegá-lo, mesmo quando você sabe que não vai alcançá-lo, quando talvez fosse melhor deixá-lo ir embora... [...]





21 de agosto de 2013

Persons of Literature



A coluna Persons of Literature ficou sem ser publicada por cerca de dois ou três meses ou até mais se não estou enganada, mas ela está de volta. \õ. Este mês resolvi falar sobre algumas personagens que estavam presentes nas minhas leituras de recesso (férias do meio do ano).


O primeiro personagem literário que vou falar é Emily Wilson, ela é um dos personagens do livro As Violetas de Março, da Sarah Jio.



Estamos diante de uma autora Best seller que ficou reconhecida pelo seu livro Chamando por Ali Larson. Emily acaba por passar por uma separação e vai para a ilha de Braingind Island para a casa de sua tia Bee para tentar esquecer tudo o que aconteceu com ela. Ela é uma personagem forte e ao mesmo tempo frágil, uma bela mulher.




 Já o segundo personagem busquei também citar uma mulher que me impressionou e emocionou bastante.


Mariam é um dos personagens principais do livro A Cidade do Sol, tal enredo nos mostra a vida de Mariam e Laila. Mariam tem uma vida sofrida desde que nasceu sendo bastarda e morando no Afeganistão isso a faz sofrer ainda mais, pois ela acaba sofrendo com um imenso preconceito. Ela faz parte daqueles personagens que comovem e ao mesmo tempo ensinam a nós uma nova forma de lidarmos com os problemas que enfrentamos ao longo da vida.


E por fim, para concluir a coluna deste mês, não poderia deixar de citar uma pessoa que faz parte do nosso mundo, o mundo dos leitores.


Florence, oh querida Florence... Nossa jovem personagem presente no livro A Menina que não Sabia Ler. Florence, como quem já leu sabe, vivia perambulando pela sinistra casa onde morava e durante um de seus “passeios” pelos corredores encontra uma antiga biblioteca e aos poucos começa a aprender a ler, mesmo que seu tão misterioso tio a proíba. De forma simples, essa jovem nos conquista e nos leva a seu mundo repleto de imaginação ou será que é tudo verdade?!




Por hoje é só.

Até mais pessoal!