15 de julho de 2012

[Resenha] Caverna do Dração - O Reino


Vamos apreciar mais uma resenha? Agora o livro será do nosso autor parceiro D4mon3, criador do livro 
Caverna do Dragão – O Reino.

Não imagine o tempo como uma linha sem fim ou uma sucessão de eventos irreversíveis. O tempo de todos é agora. As épocas acontecem simultaneamente como várias linhas pequenas. Às vezes essas linhas podem se cruzar. Deixam de caminhar no paralelo. O passado já foi. O futuro não chegou e o presente acaba – se a cada instante.
                                                                                                                                                     Pág. 119
 
Após o termino do jogo de basquete, Eric, Diana, Presto, Hank, Sheila e Bobby vão festejar a vitória do time de Eric em um parque recém inaugurado. No parque além de vários brinquedos, criaram também uma montanha russa que deram o nome de Caverna do Dragão, várias pessoas estavam ansiosas para que pudessem brincar nela, também pudera, demoraram quase dois anos para inaugurarem o parque!

Quando os seis amigos chegaram lá ficaram estupefatos com tantos brinquedos, mais ainda quando viram a montanha russa e a enorme fila criada pelas pessoas para poderem andar na Caverna do Dragão. Eric havia acompanhado o andamento da construção daquela belezura. Ao se aproximarem do brinquedo, Eric diz que serão eles os primeiros a andarem na montanha russa, para a frustração de quem já estava na fila há muito tempo.

Quando os carrinhos que os garotos estavam começam a andar eles sentem que aquela aventura tinha apenas começado, e foi o que realmente aconteceu. Um portal se abriu, aos olhos dos garotos aquilo num passava de mais uma invenção adquirida para o maravilhamento da montanha russa, mas não foi isso o que aconteceu. O portal engoliu Eric, Bobby, Diana, Presto, Hank e Sheila e os levaram para o Reino: um mundo surreal, onde há vários seres, uma mais diferente que o outro. Lá eles acordam com outras roupas e encontram as armas – as Armas do Poder –. Perdidos, sem saber para onde ir os seis amigos procuram entender o que aconteceu com eles, eis que surge um anãozinho de túnica vermelha que eles passaram a chamar de Mestre dos Magos, e com ele surge também Uni, uma unicórnio. Nesse mundo eles terão que lutar com vários seres perigosos para conseguirem voltar para seu mundo. 

No livro Caverna do Dragão – o Reino é apresentado uma readaptação do desenho animado que era/é transmitido por mais de 25 anos. Aqui, a estória se passa nos dias atuais, os garotos estão com aspectos diferentes, mas não deixando as reais características de lado. Os mesmos personagens que estão presentes no desenho, também estão por aqui, entre eles: o Vingador e seu cavalo das sombras e Tiamat o dragão de cinco cabeças, além dos demais personagens que surgem ao longo da narrativa.

Semelhante ao desenho nos deparamos ao decorrer da leitura, com o Reino, um mundo surreal e paralelo, onde os garotos tentam de várias formas saírem desse mundo. Ao contrário do que se passa no desenho que é transmitido na TV (o real escritor do desenho animado criou um final para o desenho, mas infelizmente não foi publicado) esta jornada possui um fim, no entanto, isto é considerado um fan fiction, no qual o autor criou seu próprio final.

Caverna do Dragão – o Reino possui uma narrativa feita sob terceira pessoal e com isso podemos ter um amplo conhecimento sobre o que realmente acontece em toda a estória. Os capítulos são curtos, facilitando ainda mais o desenvolvimento de todo o livro, com isso a estória não se tornou cansativa. Com o folhear de cada página queremos saber o que vai acontecer com todos os jovens.

Agora terei que falar dos personagens é claro! As características dos jovens não foram alteradas, mas sim acrescentadas. Como em todo o livro, o leitor tem sempre seu preferido e não é aqui que vai faltar um. Desde o desenho sempre gostei de Eric, as palhaçadas mesmo nos momentos mais difíceis da turma, o fez conquistar meu coração desde pequena e agora mais ainda.

O final da leitura me surpreendeu e me prendeu muito, mas não me conquistou. Realmente não foi o que eu esperava... Mas digo-lhes que foi uma experiência maravilhosa, navegar nesse mundo mágico e ficar lado a lado com os jovens... Foi uma experiência única! O livro nos transmite o valor da verdadeira amizade, me emocionei com o fim da aventura de Eric, Diana, Presto, Hank, Sheila e Bobby.

Eric acalmou-se um pouco. Sua raiva contrastava com a calma do pequeno de vermelho. Ele estava totalmente perdido, não sabia o que fazer. O Reino não era uma quadra de basquete onde ele conhecia centímetro e era o senhor do tempo e espaço. Em campo ele jogava por prazer. O Reino era uma quadra em que ele lutava pela sua vida.
 Pág. 95


12 de julho de 2012

Entre citações :D


Olá pessoal (:
Como está sendo as férias de vocês?

Nesse período é sempre bom tem alguma novidade para vocês em vários meios para diversão, certo?
Então estarei citando para vocês uma série que foi apresentada a mim há pouco tempo e que hoje estarei apresentando a vocês, mas alguns já podem conhecê-la. Creio que alguns já devem ter ouvido falar em The 4400.

Sinopse: 

 No último século, milhares de pessoas desapareceram. Quando um cometa muda de rota, vindo em direção a Terra, a extinção do ser humano parece iminente. Países de todos os cantos do planeta lançam mísseis nucleares na esperança de destruir o cometa, mas inexplicavelmente os mísseis não fazem efeito pois não era um cometa. A bola de luz entra na atmosfera e quando tudo parece estar acabado, a luz reduz a velocidade e toca o chão. Logo depois, a luz diminui em um ponto intenso até explodir, deixando 4400 pessoas. Todas essas pessoas estavam desaparecidas, algumas há meses, outras há mais de 50 anos, e nenhuma envelheceu nem um dia. Todos os que retornaram ficaram em quarentena, receberam uma pulseira de identificação e gradativamente, no final, iam voltando para suas famílias.

A série gira em torno da vida de algumas dessas 4400 pessoas que retornaram e agora tem de retomar a sua vida interrompida. Logo após serem liberados, alguns dos que retornaram começam a experimentar novas e inexplicáveis habilidades. Está nas mãos de Tom Baldwin e Diana Skouris, dois agentes, descobrir o mistério por trás dos 4400.

                                                                                                                                          Fonte

7 de julho de 2012

Feito Por Mim [ A tecnologia tem que estar presente na sala de aula]


Esta é mais uma publicação no qual terá textos/redações elaborados (as) por mim. Em Feitos Por Mim, serão destacados temas de vários tipos, desde aqueles presentes no cotidiano até os mais históricos. Este será publicado mensalmente, semelhante aos outros.


Ao decorrer dos anos a tecnologia e seus feitos vêm se desenvolvendo, auxiliando milhares de pessoas por todo o planeta. Antigamente, produtos tecnológicos só podiam ser utilizados por pessoas de classes mais elevadas, possuidoras de milhares de dólares/reais. Mas hoje ela está adepta a todas as pessoas independente de sua classe social.

Produtos tecnológicos reconhecidos mundialmente vêm crescendo a cada dia que passa e com isso várias pessoas vão adquirindo mais e mais. Computadores, notebooks, net books, ipads, celulares vão ganhando cada vez mais destaques. A internet é um dos principais meios utilizados pelas pessoas como fonte de pesquisa, informações, divertimento e trabalho, com isso auxiliando ainda mais a sociedade.

A tecnologia está sendo utilizada em vários lugares, entre eles a escola. Antes a escola possuía apenas as bibliotecas como meio de pesquisa, mas com o passar do tempo os computadores como auxilio da internet vem substituindo as bibliotecas como novos meios para a pesquisa e estudo dos alunos, no entanto a biblioteca não está sendo deixada de lado, pois ainda há alguns alunos que a usam como fonte de pesquisa para seus trabalhos escolares.

Com a tecnologia presente nas salas de aula os alunos têm/terão um extenso conhecimento através da internet e seus meios, além daqueles que eles conquistam por meio das bibliotecas. No entanto, nem todas as escolas possuem esse favorecimento por meio da tecnologia, são exemplos aquelas escolas interioranas que por más condições não tem como proporcionar este serviço aos seus professores e alunos. Alguns alunos – não digo todos – possuem sim, acesso a internet e outros meios fora da escola, este acesso pode ser obtido por meio das lan houses ou até mesmo em sua própria casa.

No Brasil ainda há muito a se desenvolver para que as fontes tecnológicas estejam sempre presentes nas salas de aulas.

OBS: Este texto não está sendo postado como fonte de conhecimento ou algo do tipo. Ele foi elaborado como fonte de debate entre aqueles que comentam por aqui, ele foi feito como meio de expressão, na opinião da pessoa que escreveu, sendo assim eu!

  Obrigada a todos que estão presentes aqui (:

3 de julho de 2012

[Resenha] Dias de Chuva e Tempestade da autora Nancy Pickard

Oi pessoal!

O blog começa mais um mês com a resenha do livro Dias de Chuva e Tempestade da autora Nancy Pickard disponibilizado pela editora ARQUEIRO, parceira aqui do blog. Então vamos lá né?

O livro Dias de Chuva e Tempestade nos apresenta a estória de Jody Linder uma professora, neta dos fazendeiros mais ricos da pequena cidade de Rose, no condado de Handerson, localizado no Kansas. Jody tinha sua vida pacata, até receber a notícia de que o homem acusado de matar seu pai há 23 anos e sumir com sua mãe está fora da cadeia e voltando para a cidade.

Hugh-Jay foi encontrado morto em sua casa e sua esposa Laurie desaparecida, provavelmente estaria morta. Foram encontradas várias pistas entre elas: a pickup de Billy Crosby abandonada e dentro dela estava o vestido de Laurie e sangue, além do chapéu encontrado na casa de Hugh-Jay que pertencia a Billy. Sem intervenção Billy foi preso por ter cometido o assassinato dos pais de Jody.

Collin Crosby, agora adulto, liberta seu pai e luta para provar que ele não foi o assassino. Jody busca por conta própria pistas para descobrir o que realmente aconteceu naquela noite de tempestade. Para isso ela terá que revirar os segredos de sua família e assuntos imprevisíveis e inesperados vem à tona e Jody terá que ser forte.

Como está escrito na capa do livro: - Há segredos que não devem ser revelados.

Na minha primeira oportunidade de ler uma estória de Nancy Pickard, me surpreendi. Dias de Chuva e Tempestade é o tipo de livro que nos prendem da primeira à última linha e nos fazem passar noites em claro.

O suspense contido no livro é de admirar-se, como muitos falam, são as últimas páginas que nos surpreende e foi isso que aconteceu comigo. São muitos os personagens que com suas características se tornam suspeitos. Pickard soube arquitetar um assassinato, onde em uma narrativa que contem vários personagens, como havia dito a pouco, que acabam tornando-se suspeitos ao longo de toda a estória. Além disso, Pickard destaca as características presentes nas pacatas cidades do Kansas. Em alguns capítulos há uma intercalação entre o presente e o passado, fazendo com que nós tenhamos um amplo conhecimento sobre o que aconteceu na época em que Jody era pequena e agora já adulta.

Durante a narração feita sob terceira pessoa, fazendo com que o leitor tenha uma vasta visão diante da estória, o meu desejo era insaciante de saber quem era o tal assassino que me fez arquitetar vários tipos de assassinatos para os vários suspeitos que eu tinha em mente. Seus capítulos curtos também convieram para que o livro se tornasse leve e não deixasse a leitura pesada e cansativa. Recomendo esse livro para aqueles amantes de uma boa estória de suspense.

Agradeço a editora Arqueiro por proporcionar uma maravilhosa leitura não apenas para mim, mais também para todos aqueles que possuem esse livro em suas estantes.

26 de junho de 2012

[Resenha] Baroak - a estrela da Cris Motta

Beatriz Comarin era uma adolescente de treze anos, única filha de Helena e Carlos Comarin, ela vivia no Rio de Janeiro.

Sua vida em comparação à de outras meninas de sua idade era completamente diferente, na sua escola ela era considerada nerd e não possuía amizades, Bia tinha como inimiga Liana, uma garota que fazia de tudo para destruir as poucas alegrias que Bia podia ter. A inveja consumia Liana. Rodrigo Monerde era a paixonite que Beatriz tinha na sua juventude isso fazia com que Liana sentisse mais ódio daquela linda menina. Bia só possui as estrelas como amigas confidentes.

Para Bia era ótimo contar seus segredos apenas para as estrelas, pois seus anseios ficavam registrados apenas no céu e nunca, jamais, num ouvido ou numa folha de papel. Pág 13


A vida dela começa a mudar quando seu pai é transferido e vai trabalhar na Arábia. Ela e sua mãe são obrigadas a segui-lo. Lá Beatriz compra um pote em forma de estrela de uma mercadora misteriosa que a aconselha a apenas usá-la quando precisar. Bia só não imaginava que naquela estrela estava Clair Baroak, uma djinn para os orientais, um gênio para nós, que entra na sua vida e a muda completamente. Bia não só aprende sobre esse mundo místico, como acaba fazendo parte dele, que está apenas no começo.

Cris Motta nos apresenta a uma narrativa ampla feita sob terceira pessoa, apresentando o mundo de Bia para nós leitores. Um mundo no qual Bia é a personagem principal e os secundários complementam a estória com suas características únicas.

Durante os seus sete capítulos, Baroak – a estrela oferece a nós leitores o acompanhamento durante uma parte da vida de Beatriz, desde os seus treze anos até os seus vinte, da sua adolescência até o seu amadurecimento como jovem. Foi impressionante como um livro me conquistou tanto, a Cris está de parabéns. As paixões, intrigas, amadurecimento da jovem Camarin foi narrado com uma linguagem descontraída e simples. Muitas vezes me pus no lugar de Beatriz e passei por tudo o que a adolescente estava passando.

Quem ler poderá se identificar com os sentimentos passados por Bia ao longo da narrativa: insegurança, medo e a coragem são alguns deles.

Como eu desejaria ter uma amiga como a Clair, ô Clair... Além de gênio, que mudou a vida de Bia pelo avesso, ela ainda se tornou amiga da humana.

Esse livro se tornou um dos melhores que eu já li! Mesmo possuindo aquela estória de jovens e tals, ele possui um toque maravilhoso de magia, paixão etecetera e tal. Agradeço a Cris por me proporcionar essa leitura maravilhosa.

                                                                                                              Indico essa leitura para todos!

22 de junho de 2012

Novidades


Oi gente!
Desculpe por estar ausente por aqui, mas essa semana foi corrida para mim!
Aqui está novidades do blog. ~ Novas parcerias~ UHUHUHUHU
Título do livro; ‘A Escultora - O caso do espírito errante’
Autor; M. R. Malucelli
Páginas; 212
Editora; Giostri Editora
Lançamento; 30/06/2012 – Livaria da Vila na Alameda Lorena, 1731 – Jardins - São Paulo – SP.
Gênero; Suspense

Sinopse; “Nádia Maltês é uma jovem artista de fama internacional que descobre que suas esculturas consagradas pela mídia especializada são na verdade interpretações de cenas de crimes brutais, um instrumento onde almas atormentadas se comunicam. Envolvida pela descoberta de seus dons paranormais e em busca da verdade, ela caminha por entre mortos e vivos para desvendar a identidade de um serial killer obsedado por uma entidade maligna, um espírito errante que só vem ao mundo dos vivos para matar. Auxiliada pelo psicobiofísico Dr. Tales Eduardo Vieira, ele insere na investigação uma nova ciência esotérica, a física quântica, que tenta provar até onde tudo é ilusão, e até onde é real a realidade que nos cerca. Ambos, passam ser prova que a psique humana é habitada por várias outras formas de vidas, vidas já vividas em outros mundos e mundos habitados por outros de nós, fantasmas de nós mesmos”
Preço; R$35,00
Link para compra do livro: Locais de venda, acredito que as livrarias após lançamento.
Bio;"M. R. Malucelli é uma autora convicta de seus ideais e de suas idéias muitas vezes complexas e filosóficas que esbarram na mitologia, paranormalidade e ficção científica. Com doses fortes de suspense, ação e aventura, a autora monta tramas inteligentes, recheadas de personagens carregados de emoção, driblando a cada capítulo a astúcia de seu leitor. Nascida no Rio de Janeiro, criada em Campinas, M. R. Malucelli cresceu criando personagens, desenvolvendo sua própria técnica de escrita. Estudou Arquitetura e Urbanismo que a permitiu criar mundos fantásticos, estudou Computação que a permitiu embrenhar por mundos undergrounds da Internet, e estudou Filosofia para permiti-la ir além do pensamento racional. Seja nos livros juvenis de mistério e crime, seja nos livros adultos de suspense e terror, espionagem e ficção fantástica, a autora, após muitos anos de pesquisa séria em vários setores da psique humana, nos levam a temas e lugares exóticos, incutidos de segredos milenares, interplanetários, paranormais e mágicos no melhor teor da palavra."
Redes sociais;
YouTube: Book Trailer oficial do livro - http://www.youtube.com/watch?v=C93_HNHPxl8&feature=g-upl
                                                                         -.-      
Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos é um livro de fantasia, 100% paraense, de Roberta Spindler e Oriana Comesanha. Lançado em dezembro de 2011, pela Ed. Dracaena.
http://pt-br.facebook.com/contosdemeigan

Sinopse - Contos de Meigan - A Fúria dos Cártagos

Meigan é um mundo diferente do nosso, morada de seres especiais e poderosos que se denominam magis. Na aparência são exatamente como nós, mas as diferenças não podem ser ignoradas por muito tempo. Os magis tem uma relação especial com a natureza e seus elementos, moldando-os a sua vontade e apoderando-se de sua força. Esses elementos, chamados mantares, não se limitam apenas aos conhecidos fogo, terra, ar e água. Existem muitos outros, como as sombras, o tempo e até mesmo o controle sobre o próprio corpo. Ter a capacidade de decifrar, entender e interagir com a natureza é um dos principais requisitos para a evolução de um magi. Para tanto, deve-se, primeiramente, entender que tudo faz parte da mesma manifestação natural e que toda matéria e energia estão inseridas em um processo dinâmico e universal. Contos de Meigan – A Fúria dos Cártagos começa com Maya Muskaf preparando-se para voltar para casa. Depois de três anos vivendo na Terra, o momento de retornar a Meigan finalmente havia chegado. 

Estava preocupada, pois algo afetava seu controle sobre os mantares, talvez algum resquício da misteriosa doença que a debilitou durante a infância. Com medo de estar novamente doente e para conseguir respostas, decidiu deixar de lado as diferenças com sua mãe, a principal governante do mundo magi. Voltaria a Katur, capital de Meigan, e pediria perdão por todas as brigas passadas. Assim, abandonou sua vida terrena e entrou na primeira caravana que encontrou. Entretanto, seus planos acabaram tomando um rumo muito diferente daquele que imaginara. No caminho de volta, os soldados que a escoltavam acabaram encontrando destroços e um corpo no chão. Logo que avistou o homem morto, com os cabelos tão brancos quanto sua pele e os olhos inteiramente negros, Maya soube que se tratava de um dos cártagos – antigos magis que traíram seu povo e por isso foram banidos para uma dimensão paralela. As implicações para tal presença em território magi eram gravíssimas e não demorou muito para que a garota e seus companheiros descobrissem que os magis traidores estavam tomando o Solo Sagrado e derrubado seus portões de defesa. Agora, em meio ao caos de uma violenta batalha, Maya vai precisar lutar para sobreviver e conseguir responder as perguntas que tanto lhe afligem. Como os cártagos conseguiram acesso ao Solo Sagrado? Onde estavam os guardiões dos portões, os mais poderosos guerreiros de Meigan? E, a mais importante de todas, conseguiria chegar a Katur a tempo de encontrar sua mãe?
                                                                            -.-

Damone

http://www.cavernadodragao.com.br/

Sinopse:

    “ – Enfrentar os gronks faz parte da cadeia de acontecimentos que poderá culminar com o fim dessa jornada. Talvez se vocês tivessem esquivado desta etapa não estariam no caminho de volta. Poderiam ficar perdidos no reino andando em círculos. – Concluiu o mestre.

    Eric acalmou-se um pouco. Sua raiva contrastava com a calma do anão de vermelho. Ele estava totalmente perdido, não sabia o que fazer. O reino não era uma quadra de basquete onde ele conhecia centímetro por centímetro e era senhor do tempo e espaço. Em campo ele jogava por prazer. O Reino era uma quadra em que ele lutava pela sua vida.”

    O dia que começou perfeito e era para terminar com comemoração e descontração, transformou-se num pesadelo: Os seis amigos que pensaram em se divertir num parque, tiveram seu destino alterado.
       Ao entrar na mais moderna e comentada montanha-russa, a Caverna do Dragão, não concluíram o passeio e foram parar no Reino: Um lugar surreal, cheio de perigos e criaturas fantásticas onde de posse das Armas do Poder vão lutar por suas vidas e procurar o caminho para casa. Eles serão guiados pelo Mestre dos Magos e enfrentarão uma maligna criatura, o Vingador que fará de tudo para tomar seus artefatos mágicos.

    A Caverna do Dragão é uma releitura do famoso desenho animado da década de oitenta que por mais de 25 anos povoou a mente de algumas gerações. A agonia de não existir um final para a mais famosa série de desenho animado, levou D4mon3 a criar essa releitura. 

    Não espere encontrar um grande capítulo ou a transcrição do final de Michael Reaves. Prepare-se para uma nova história, onde os personagens estão diferentes e apenas algumas citações interessantes que lembram o cartoon da televisão. Uma história com início, meio e fim que vai te levar a uma viagem alucinante pelo túnel de luz que conduziu seis garotos ao Reino.

Nota do autor:

Na minha vida eu pedi poucas coisas de coração para Deus: Uma delas que não morresse sem ver meu time ser campeão brasileiro. O pedido foi atendido em 2003, mas um que acabei me conformando que não seria realizado era ver o final da Caverna do Dragão.

    Esse desenho mágico que me fazia sair correndo da aula para chegar em casa a tempo de assisti-lo, vive na minha mente até os dias de hoje. Os seus protagonistas me cativaram, eu via no Vingador um vilão perfeito e a mitologia do Reino era simplesmente cativante.

    E como milhares de fãs eu sofria por não haver um final para essa saga fabulosa. Era totalmente injusto com os que sofriam diariamente com Hank, Sheila, Presto, Diana, Bobby e Eric. Ver os seis amigos chegarem às vezes tão perto e não conseguir seu objetivo maior me torturava, mas a cada manhã as esperanças renovavam-se com um novo episódio.

    Até que chegou a notícia que não produziriam mais o desenho. Eu me senti traído, não cheguei a entrar em depressão, mas fiquei muito triste e por mais de vinte anos estive na agonia de saber como deveria ser o final desta história. Por mais de vinte anos tive que me contentar em assistir as reprises do grupo de garotos que caiu num túnel de luz dentro de um trem fantasma.

    Com a popularização da internet foram divulgados os dois possíveis finais: Um sem dono, fruto de boatos e suposições e o roteiro de Réquiem, feito por Michael Reaves. Pessoalmente eu não gostei de nenhum dos dois. Nenhum dos dois me convenceu. Não achava que os meninos poderiam ser tão maus a ponto de estarem no inferno e que o demônio estava dividido entre as figuras do bem e do mal. Era demasiadamente cruel. E achei que o final de Reaves, que com todo respeito é um grande roteirista, não passava de mais um episódio que apenas tiraria o Vingador de cena sem resolver o nosso maior dilema: Os seis amigos voltaram ou não para casa?

    É certo que antigamente muitos desenhos animados e séries não tinham finais. Eu me lembro de duas exceções: D’artangnan e os Três Mosqueteiros, feito na França, e o japonês Pirata do Espaço. As duas histórias foram bem amarradas e os finais apareceram. Hoje é comum as séries terminarem sem deixar dúvidas para seus seguidores.

    A mais ou menos cinco anos eu comecei a discutir com amigos meus que tinham no desenho Caverna do Dragão a mesma frustração sobre o final. Nossos papos regados a muita cerveja, algo proibido para a época de colégio, onde sempre questionávamos como seria o final ideal para a história. Algo que colocasse uma pedra no assunto. As discussões eram acaloradas. Cada um queria impor seu ponto de vista. Algumas posições eram muito interessantes, outras totalmente absurdas. Eu também tinha as minhas. Mas passei a escrever tudo que falavam e analisei todas as anotações.

    Um belo dia, animado pelas nossas cervejadas, falei que pensava em escrever o final do desenho. Fui desafiado pelos demais. Era o incentivo que eu precisava.

    Quando assisti Guerra nas Estrelas eu curti o dia em que Luke libertou Anakin de todo o mal, mas sempre ficou na minha cabeça como tudo tinha acontecido. A decisão de George Lucas de fazer os três capítulos iniciais pôs fim a essa dúvida que eu tinha e me levou a pensar sobre como era a vida dos seis guerreiros antes do trem fantasma. Eu não sabia nada sobre Hank e companhia. Na Wikipédia as informações que existiam eram cruzamentos de deduções a partir do que foi observado nas histórias. Eu passei a rever os episódios.

    Acontece que algumas coisas me incomodavam no desenho da década de oitenta. Apesar de ainda apreciar os traços e o enredo das histórias, a direção feita no desenho não me agradava mais, precisava ser revista, repaginada. Era um clássico, mas ver o Eric levantar as mão e sair correndo já não tinha tanta graça. Afinal eles estavam ali lutando pelas próprias vidas.

    Então resolvi ficar dois anos sem ler nada ou assistir qualquer episódio do desenho. Procurei me distanciar ao máximo da história original e comecei a pensar em recriar a minha própria história. Meu objetivo era responder as perguntas que sempre ficaram na minha mente durante todos aqueles anos. Por que Eric era daquele jeito? De onde veio o Mestre dos Magos? Hank e Sheila tinham alguma coisa?

    Decidi então por minha imaginação para funcionar. E ao final de mais dois anos escrevi uma história com começo meio e fim para a Caverna do Dragão. Foram muitas noites sem dormir, horas e horas de pesquisa e dois notebooks estragados exclusivamente para concluir o trabalho.

    Não foi minha intenção plagiar, pegar carona ou aproveitar do sucesso desta fabulosa história. Não quero tomá-la para mim, seria muita pretensão. Minha única intenção com esse livro foi criar uma coisa de fã mesmo, dividir, compartilhar. Os companheiros de discussão que leram os originais impressos numa laser da minha casa incentivaram esse projeto. Alguns deram importante contribuição para que ele saísse do computador e se concretizasse.

    Nas próximas páginas não espere encontrar um final para os desenhos que você assistia na TV pelas manhãs, muito menos uma compilação destes episódios. O que procurei fazer é uma nova história, uma visão muito pessoal e humilde de como começou a aventura e um desfecho para coroar os momentos de agonia e êxtase que vivemos ao assistir aquele que para mim foi o melhor desenho de todos os tempos.

D4mon3